sábado, 28 de fevereiro de 2009

Igualdade entre as raças

O mundo está otimista. Estados Unidos da América elegeu seu primeiro presidente de pele negra. Parece algo do passado falar em racismo, mas não é. Em 1880, 129 anos atrás, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio lutavam criando uma sociedade com objetivo abolicionista, incentivando a fomentação de cartas de alforria por todo país. Minha bisavó, nascida em 1906, não foi escrava, mas sua mãe era escrava quando jovem. Sem falar do racismo oculto, que é visível na sociedade nos dias de hoje. Eu não sou negro, sou uma mistura de Portugueses por parte de mãe e Italianos por parte de Pai, mas minha família, de pele escura, sempre sofreu preconceito. Talvez porquê a maioria tem formação superior, emprego, casa própria, o que infelizmente não é a realidade na maioria da raça negra, ainda muito marginalizada, residindo nas periferias, com poucas oportunidades, certamente porquê a raça negra, no brasil, está se recuperando de 350 anos de escravidão, com apenas 100 anos de liberdade. Em 2009, o primeiro presidente negro dos EUA foi empossado e me emocionou muito. Não por estar iludido, achando que o mundo está em perfeitas condições para a governabilidade de Obama. O mundo está um caos. Nos EUA, a expansão dos empréstimos e dos negócios no início deste século, gerou possivelmente a maior crise econômica que eles já enfrentaram. Obama tem muito trabalho e está sujeito a fracassar, mas minha emoção é pela igualdade racial.
Sobre as cotas raciais nas universidades, o papo é mais embaixo. Defendo as cotas, pois são uma forma da sociedade se redimir diante do retardo herdado pelos negros, que trabalharam sem remuneração durante trës séculos. Se a forma de ação ainda não está perfeita, ok, podemos acertar isso, as coisas vão se ajeitando e melhorando com o tempo. O importante é começar.
Eu estou muito longe da sabedoria nescessária para falar sobre essas coisas políticas e polêmicas, sou um simples ser, cheio de pensamentos, desejos e ambições, usando desse espaço para escrever meus sentimentos.
Desejo toda sorte à Obama, nosso representante.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

3-5-2, 4-4-2 ou 4-3-3 ?


Terminou o jogo do Inter, pela seminfinal da Taça Fernando Carvalho e eu fiquei me perguntando sobre a formação tática ideal e a escalação do time. Antigamente o futebol era muito mais ofensivo, hoje existe um planejamento rigoroso para o sistema defensivo, alguns até "retranqueiros" demais. Claro que o time dos sonhos, está no equilíbrio perfeito entre defender e atacar, mas eu acho que os técnicos poderiam ousar um pouco mais, principalmente quando contam com um plantel de jogadores talentosos, como é o caso do Internacional.
Hoje o que se vê no Inter, é um 4-3-3, com D'alessandro, Taison e Nilmar bem a frente. Esse esquema eu vi funcionar de forma espetacular, no Barcelona de 2005, com Ronaldinho, Eto'o e Messi (Giuly, Larsson), o que difere é o estilo de jogo do Eto'o, ele era veloz, agil e inteligente, como Nilmar, mas também era um cabeça de área incrível, preciso, fortão, oportunista e mortal. como o Ronaldo de 97, (na Inter de Milão). Sem falar no Ronaldinho, que jogava solto, virava segundo atacante, cruzava, fazia lançamentos e ainda batia falta.
Acho que o Nilmar não é um camisa 9. Ele é um camisa 7 ou camisa 11, tão competente que pode superar o camisa 9 de ofício, em saldo de gols, ao final do campeonato. No corinthians ele jogava com Tevez, dava merengue pro castelhano e fazia uma correria incansável, além de estar sempre bem posicionado pra marcar. Virou artilheiro.
O que mais me desmotiva, é ver um time de craques, esperando brechas, tocando a bola na frente da área, futebol burocrático, isso me deixa nervoso. A torcida quer ver craques com vontade de joga, vontade de ganhar.
Mas é difícil estar no lugar do técnico. Tem que ter muita personalidade e luz. Porque o futebol é uma profissão de homens ricos, essas estrelas do porte de Nilmar e D'alessandro, são milhonários, vaidosos, é difícil montar um time matador, se não houver uma admiração muito forte desses para com o treinador, acredito eu.
As variáveis são muitas e todo torcedor se sente um pouco treinador do seu time, matando minha vontade, o meu time hoje seria um 3-5-2 moderno, com: Lauro - Índio, Álvaro e Bolívar - Kleber, Guiñazu, Sandro, Taison e D'alessandro - Nilmar e Alecssandro (Walter). Acho essa idéia matadora.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Amigo do Peito


Grandes amizades são fascinantes.
Dizem que os amigos são a família que agente escolhe, por carinho e afinidade. Hoje eu queria apresentar para todos que visitam meu blog, um grande amigo, o Maurício.
O nome Maurício, no seu significado, vem da Mauritânia e representa homens de pele escura, morenos, que lutam muito por seus objetivos e valorizam muito os amigos.

Este Maurício da foto acima, nasceu no dia 4 de Fevereiro de 1985, no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre. Mesmo local do meu nascimento. Minha mãe entrou no hospital no mesmo dia, porém minha teimosia a fez esperar até o dia seguinte. Nasci no dia 5 de fevereiro do mesmo ano. Portanto, Maurício é o meu amigo mais antigo.
Depois da parceria na maternidade, nos reencontramos no centro espírita Paz e Amor, somos colegas de evangelização desde criança, no espiritismo, revelador e consolador, encontramos uma afinidade a mais, no desejo de sermos melhores, evoluindo nessa jornada da encarnação.
Amizades verdadeiras são aquelas onde podemos ser nós mesmos, sem todo aquele malabarismo para esconder nossos defeitos, nem aquela vontade de se auto-afirmar, para ressaltar as qualidades.
Contradizendo os ditados populares, eu acho que o amigo verdadeiro se mostra nas horas boas. Quando estamos felizes com aquela notícia boa, quando somos premiados por um trabalho que se destacou, quando o holofote está mirando agente e aquele amigo está ao nosso lado, feliz com a nossa felicidade, curtindo junto, sem concorrência ou "dor-de-cotovelo".
Confesso, são poucos, pouquíssimos, mas eu tenho alguns amigos assim. Maurício é um deles.
Honrando seu nome, é um cara determinado e muito amigo.
Grande Maurício, estarei sempre aqui companheiro. Fiel e resignado para possíveis horas ruins, atento para nossa melhoria conjunta como seres humanos e principalmente para as horas boas, vibrando com teus triunfos, curtindo junto os momentos bons que a vida nos reservará.