
Quanta saudade de postar!!
Estava difícil, muitos compromissos; Terminando o disco da cantora Lucia Helena, mandando o meu para fábrica, preparando para gravar uma canção com Toninho Horta. Sempre queria escrever e já era tarde, não tinha mais energia.
Quem lê o blog, sabe que eu falo um pouco de cada coisa, de amigos, de política, de fatos, me arrisco mesmo, mas o que realmente tem algum sentido é quando falo de música, que é a minha paixão maior.
Entrevistado pelo jornalista Paulo Moreira, da rádio FM Cultura, (dos maiores pesquisadores de jazz que eu conheço), fui questionado sobre os meus grupos vocais prediletos. Aqueles que mais me impressionam.
Primeiro falei que a minha escola toda foi o canto coral, comecei a cantar em corais com 4 anos, seguindo até os 18. Confessei que isso mudou a minha vida. Tocar um instrumento é muito lindo, muito especial, admiro demais os instrumentistas, mas fazer parte da harmonia, ser um voice, ser elemento fundamental na formação de um acorde coletivo e desse acorde formar canções, deveria ser obrigatório para todo e qualquer musicista, seja ele amador ou profissional.
Take 6 é divino, supremo, considerado assim por todos os admiradores da música a'capella. São mágicos, impressionam a todos os ouvidos, apurados e leigos. Os arranjos são ousados, as vozes se confundem com um instrumento de afinação digital. O recurso dos cantores, todos individualmente craques, podem ser característicos do seu naipe, ou se transformar em um grande lead vocal, comandando a canção.
Os hermanos uguraios do Suíte Montevideo me emocionam demais. Três homens e três mulheres cantam em espanhol de uma forma muito sublime, e fazem enxergar muitas imagens. Ignorando a escola americana de cantar, a américa do sul está bem representada no timbre do grupo. O CD Vocalismos é essencial, um trabalho primoroso de mixagem, tratamento impecável para um grupo genial. Não sai do aparelho de som, aqui em casa.
Os cantores do New York Voices me impressionam no aspecto individual. Claro que ninguém chega a ser um grupo vocal sozinho, como o Bobby Mc'Ferrin é, isso eu acho que é privilégio e loucura dele somente. Mas os cantores são grandes improvisadores. O solo em scat vocal, do cantor, no clássico "Giant Steps" do John Coltrane, deixa qualquer instrumentista no mínimo intimidado em improvisar a seguir.
Dos meus amigos italianos Massimo e Mimi Caravano, o Neri Per Caso é uma delícia, com um frescor jovem, ritmicamente poderoso, sem deixar de ser fino e bem harmonizado, a galera manda muito bem. A repaginada nos clássicos do Bob Marley, são um sucesso no mundo inteiro. A condução dos arranjos sempre abusa dos ritmos, com simples silabas que viram baixo, guitarra e guitarra com wah wah. Uma cama para o solista dizer a melodia central.
E agora é a vez dos brasileiros. Eu juro que não é bairrismo meu, gente. Sério. Eu adoro a obra do grupo Garganta Profunda por exemplo, mas o grupo vocal Expresso 25 é genial!!! Trata-se de um antigo e tradicional coral gaúcho, de tradição alemã, que ganhou nível global com a chegada do Maestro Pablo Trindade-Roballo. Apesar de ser uruguaio, com competência para arranjar e conduzir orquestras, o maestro é íntimo da música brasileira, e profundo conhecedor do trabalho com vozes (o que já sabiamos pela Suite Montevideo, também coordenado por ele). O grupo atualmente canta um repertório muito bem escolhido de música popular brasileira. Arranjado exclusivamente pelo Maestro Pablo. É de chorar. É completo. Diferente dos grupos acima, é formado por cantores amadores, todos com outras profissões, mas mesmo assim, o grupo não perde em técnica, em ousadia e em sofisticação.
Estava difícil, muitos compromissos; Terminando o disco da cantora Lucia Helena, mandando o meu para fábrica, preparando para gravar uma canção com Toninho Horta. Sempre queria escrever e já era tarde, não tinha mais energia.
Quem lê o blog, sabe que eu falo um pouco de cada coisa, de amigos, de política, de fatos, me arrisco mesmo, mas o que realmente tem algum sentido é quando falo de música, que é a minha paixão maior.
Entrevistado pelo jornalista Paulo Moreira, da rádio FM Cultura, (dos maiores pesquisadores de jazz que eu conheço), fui questionado sobre os meus grupos vocais prediletos. Aqueles que mais me impressionam.
Primeiro falei que a minha escola toda foi o canto coral, comecei a cantar em corais com 4 anos, seguindo até os 18. Confessei que isso mudou a minha vida. Tocar um instrumento é muito lindo, muito especial, admiro demais os instrumentistas, mas fazer parte da harmonia, ser um voice, ser elemento fundamental na formação de um acorde coletivo e desse acorde formar canções, deveria ser obrigatório para todo e qualquer musicista, seja ele amador ou profissional.
Take 6 é divino, supremo, considerado assim por todos os admiradores da música a'capella. São mágicos, impressionam a todos os ouvidos, apurados e leigos. Os arranjos são ousados, as vozes se confundem com um instrumento de afinação digital. O recurso dos cantores, todos individualmente craques, podem ser característicos do seu naipe, ou se transformar em um grande lead vocal, comandando a canção.
Os hermanos uguraios do Suíte Montevideo me emocionam demais. Três homens e três mulheres cantam em espanhol de uma forma muito sublime, e fazem enxergar muitas imagens. Ignorando a escola americana de cantar, a américa do sul está bem representada no timbre do grupo. O CD Vocalismos é essencial, um trabalho primoroso de mixagem, tratamento impecável para um grupo genial. Não sai do aparelho de som, aqui em casa.
Os cantores do New York Voices me impressionam no aspecto individual. Claro que ninguém chega a ser um grupo vocal sozinho, como o Bobby Mc'Ferrin é, isso eu acho que é privilégio e loucura dele somente. Mas os cantores são grandes improvisadores. O solo em scat vocal, do cantor, no clássico "Giant Steps" do John Coltrane, deixa qualquer instrumentista no mínimo intimidado em improvisar a seguir.
Dos meus amigos italianos Massimo e Mimi Caravano, o Neri Per Caso é uma delícia, com um frescor jovem, ritmicamente poderoso, sem deixar de ser fino e bem harmonizado, a galera manda muito bem. A repaginada nos clássicos do Bob Marley, são um sucesso no mundo inteiro. A condução dos arranjos sempre abusa dos ritmos, com simples silabas que viram baixo, guitarra e guitarra com wah wah. Uma cama para o solista dizer a melodia central.
E agora é a vez dos brasileiros. Eu juro que não é bairrismo meu, gente. Sério. Eu adoro a obra do grupo Garganta Profunda por exemplo, mas o grupo vocal Expresso 25 é genial!!! Trata-se de um antigo e tradicional coral gaúcho, de tradição alemã, que ganhou nível global com a chegada do Maestro Pablo Trindade-Roballo. Apesar de ser uruguaio, com competência para arranjar e conduzir orquestras, o maestro é íntimo da música brasileira, e profundo conhecedor do trabalho com vozes (o que já sabiamos pela Suite Montevideo, também coordenado por ele). O grupo atualmente canta um repertório muito bem escolhido de música popular brasileira. Arranjado exclusivamente pelo Maestro Pablo. É de chorar. É completo. Diferente dos grupos acima, é formado por cantores amadores, todos com outras profissões, mas mesmo assim, o grupo não perde em técnica, em ousadia e em sofisticação.

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